27 de agosto de 2008

O novo (nem tão novo assim) álbum de Carla Bruni

Esta semana baixou o crítico musical em mim. Há alguns meses, comentei do primeiro CD de La Bruni, aquele que tem a canção Quelqu'un m'a dit, sucesso nas paradas da Europa no ano de 2003. Na ocasião, apenas pouquissimas pessoas sabiam quem a bela modelo e cantora era, de certa forma, isso era seu diferencial.

Seu terceiro CD "Comme si de rien n`était" (Como se nada tivesse acontecido )tem 14 canções, duas recriações, uma de uma música de Bob Dylan, "You belong to me", e outro de Francesco Guccini, "Il vecchio e il bambino". O primeiro single “L’amoureuse” teve um certo êxito e chegou ao terceiro lugar das paradas. Mais pela exposição pública da intérprete do que pela can
ção em si.

Bruni conserva a elegância que sempre marcou sua carreira. Com sua voz aveludada sobre timbres clássicos e arranjos bem feitos à base de instrumentos de sopro, violao, piano e em alguns momentos, tímida percussão, a artista desponta para um novo rumo na carreira. Baladas como “
Ma jeunesse” certamente estarão nas rádios em poucas semanas. Há espaço também para momentos mais animados, vibrantes, que normalmente não estão presentes em sua obra como em “L’amoureuse”, cheia de energia e suingue, e “Ta tienne”, com refrão pulsante e que não sai da cabeça. “Salut Marin” dá uma mostra de como realmente seu trabalho é bem autoral. A canção é uma homenagem a seu irmao, falecido em 2006.

Se durante toda sua carreira musical seus álbuns se aproximavam do folk, desta vez, a musica francesa da década de 60 é o alvo da artista. De certa forma, eu até gostei, escutei cada musica umas 3 vezes em dias diferentes para poder escrever este post, mas definitivamente, prefiro lembrar de Carla Bruni com Quelqu'un m'a dit.


Ma jeunesse

La possibilité d\'une île

L\'amoureuse

Tu es ma came

Salut marin

Ta tienne

Péché d\'envie

You belong to me

Le temps perdu

Déranger les pierres

L\'antilope

Je suis une enfant

Notre grand amour est mort

Il vecchio e il bambino

Um comentário:

Jornalistazinha disse...

Ainda não tive oportunidade de refletir sobre a música de la "premiére demoiselle" (nem sei se este termo existe, rsss) em seu último CD, mas compartilho o mesmo sentimento que você, caro Serginho. Quelqu'un m'a dit pode até ser simples, mas é marcante demais (ou, pelo menos no meu caso, foi).

Beijos

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