Mostrando postagens com marcador Paulistice. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paulistice. Mostrar todas as postagens

13 de julho de 2012

Paulistices in Rio - como identificar paulistas na Cidade Maravilhosa

Desde que cheguei ao Rio de Janeiro descobri como é fácil identificar de onde são algumas pessoas. Carioca que é carioca nasceu na Tijuca ou no Meier. Desculpem-me os amigos dos outros bairros, mas o sotaque carioca que o Brasil conhece a gente só encontra nestas duas vizinhanças. Detalhe: dois lugares sensacionais!

O Rio é uma das poucas cidades em que seus cidadãos têm raízes fortes com o bairro que vivem, de forma que o sotaque, a roupa, o modo de agir ou pensar - entre outros quesitos – entrega com pouca margem de erro a vizinhança da pessoa em questão.

Mas como bom paulistano, não há nada mais interessante que observar os “tipos” nas praias da capital fluminense. E não falo só dos tipos do Rio de Janeiro. Sem dúvida, entre mineiros, goianos, paranaenses, pernambucanos, capixabas e tantos outros gentilícios brasileiros, o mais “identificável” em uma multidão somos nós, os paulixxxtas. Peço desculpa pela segunda vez em menos de três parágrafos, mas nós paulistas somos muito bregas fora da nossa gaiola.

Vou enumerar em alguns pequenos pontos:

1 - Paulista vai para o Rio e acha que Corcovado e Pão de Açúcar são o mesmo morro:
levanta a mão o primeiro paulista que nunca perguntou se o Cristo ficava no Corcovado ou no Pão de Açúcar?

2 – Paulista fica estressado com a demora do metrô: em média, o metrô do Rio de Janeiro - em dias úteis – leva entre 2 e 3 minutos para passar, tempo mais que suficiente para que qualquer paulista corte os pulsos, acostumados com os 90 segundos de diferença entre uma composição e outra. Pior, nos finais de semana, esse tempo no RJ pode chegar a 10 minutos, aí não tem paulista que aguente. E não adianta o Metrô Rio dizer que o tempo é menor, esse cálculo saiu de uma pesquisa informal que fiz utilizando o metrô por duas semanas consecutivas por volta do mesmo horário.

3 – Paulista se muda para a praia: a paulistada praticamente vai de mala e cuia pra areia. Cooler com cerveja, cadeira – porque paulista que é paulista não encosta na areia -, guarda-sol, toalha, canga, esteira, crianças (várias), bola de futebol, bola de vôlei, bola de frescobol, raquete, cartas para jogar truco e claro, seu shorts de praia, porque paulista que é paulista até tem sunga, mas usa por baixo do shorts.

4 – Paulista compra a praia toda: como não pode ir todos os dias para a praia, quando vai consome tudo que tem pelo caminho. O bixxcoito Globo, a esfiha árabe (completamente diferente da esfiha paulistana), o espetinho de camarão, a empadinha de carne seca, o Hareburger, a canga (que começa valendo cada uma R$ 30 e no fim leva duas por R$ 30), sem falar nas outras bugigangas.

5 – Paulista adora shopping: não adianta dizer que Botafogo é praticamente um grande cinema, paulista que é paulista quer urgentemente saber onde fica o cinema do shopping.

6 - Paulista vê fila e já vai entrando: não vou nem dar exemplo, paulista vê fila nem pergunta para o que é, “segue o fluxo” e depois questiona o que está fazendo ali há 25 minutos.

7 – Paulista odeia areia e entra de chinelo no mar: nem vem dizer que não, paulista vai até a beirada da água e pede para o colega (que odeia mar, nada mais paulista) para tomar conta do chinelo. Quando sai, fica incomodado com a quantidade de areia no pé e reclama do começo da tarde até a hora de ir embora de quem foi a ideia de ir pra praia.

8 – Paulista é exagerado: Já viu a quantidade de protetor solar que paulista passa? A mesma quantidade qualquer carioca passaria em pelo menos três pessoas.

9 – Paulista e o seu eterno assunto: o clima – Se puxou conversa sobre o tempo, é paulista. Enfrenta calor, frio, sol, chuva, tudo no mesmo dia, saí com três combinações de roupa uma por cima da outra e acha isso su-per-des-co-la-do.

10 – Paulista é rico: paulista sai no Rio e se acha rico: a cerveja é barata, a entrada na balada é barata, a comida é barata, o podrão é barato etc... Paulista acha tudo tão barato a ponto da corrida do táxi dar R$ 36 e ele entregar uma nota de R$ 50 e dizer: fica com o troco. Fato verídico.

A melhor parte de elaborar essa lista é o exercício da boa e
velha capacidade de rir de nós mesmos.

13 de outubro de 2010

Lado Errado Número Errado

Dias desses marquei de ir jantar com uma amiga repórter no mais-que-comentado-e-onipresentemente-frequentado-por-artistas Sushi Leblon. Paulistano que sou, com conhecimento ainda limitado em relação à Cidade Maravilhosa, peguei um táxi em direção àRua Ferreira Dias (Sim, vc não leu errado e em breve endetenderá).

Entrei calmamente no táxi e assim permaneci por uns 15 minutos, quando percebo que estamos indo para o lado oposto ao Leblon. Neste momento, segue-se o diálogo:

- O senhor tá indo para o Leblon?

- Não.

- Mas o endereço que eu te dei não é do Sushi Leblon?

- Ah, Sushi Leblon, então devemos seguir para a Dias Ferreira, certo? (aos risos)

Neste momento, eu também me pego rindo e só confirmo.

Resultado: Cheguei 40 minutos atrasado (pra variar um pouco) e na pressa, apertei o apartamento 457 (número fictício) achando que ainda iria encontrar minha amiga no apê dela. Claro que ninguém me atendeu. Sabendo que todos estavam na mesa no Sushi Leblon, eu finjo completamente que numa quarta-feira a fila não estava imensa, chamo a Hostess e digo:

- Posso procurar meus amigos lá dentro?

Muito educada, sorri e me autoriza a entrada. Dois segundos depois duas malucas se encarregam de me apresentar para o lotado restaurante japonês aos berros: S-E-R-G-I-N-H-O!!!!

Depois de contar toda a saga e ver todo mundo rindo e mais uma paullistice no Rio de Janeiro, chego na parte da campainha, quando a amiga repórter leva a mão à testa e diz: "Não era o meu apê, o meu é 455!!!".

Assim foi minha primeira visita ao Sushi Leblon.

Obs: Nota 7,5 (apesar da fenomenal simpatia da Hostess)

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails