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23 de agosto de 2012

Jornalismo x Nelson Rodrigues

Quando o jornalismo inova, todos ganham. Sensacional a capa do Diário de Pernambuco homenageando o centenário de Nelson Rodrigues.



Aproveitando a oportunidade, pela primeira vez uma peça de Nelson Rodrigues será adaptada para o teatro de animação. 

A “Valsa nº 6”, monólogo escrito em 1951, apresenta uma jovem assassinada aos quinze anos que tenta se lembrar do que aconteceu. As imagens chegam aos pedaços e ela vai reconstituindo o passado, ainda recente. 

A montagem da Companhia Teatro Portátil, com direção de Alexandre Boccanera, estreará no dia 13 de setembro, no CCBB Rio - espaço ímpar na cidade e que desbancou o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, como o museu que mais recebe visitantes do Brasil. A temporada será de quarta a domingo, às 19h30.

SERVIÇO
VALSA Nº6
Estreia 13 de setembro de 2012, às 19h30. Até 21 de outubro de 2012.
De quarta a domingo, às 19h30.
Centro Cultural Banco do Brasil - Teatro I
R. Primeiro de Março 66, Centro.
Tel.: (21) 3808-2020 Bilheteria: de terça a domingo, das 10h às 21h.
Classificação etária: 14 anos
Duração: 50 min
Ingressos: R$6 (inteira) e R$ 3 (meia)

4 de maio de 2012

O Pequeno Príncipe

Por acaso, duas páginas inéditas do clássico O Pequeno Príncipe foram encontradas. A princípio, um personagem que não se encontra na versão final está presente no excerto, sendo chamado de "o crucigramista".


18 de abril de 2012

Mulheres no Morro

Há mais de 10 anos Ana Stewart fotografa meninas e mulheres da Zona Norte, da região metropolitana e serrana do Rio de Janeiro. As fotos foram feitas em seus ambientes domésticos, da forma mais natural possível. O resultado deste trabalho a fotógrafa apresentou ao público na exposição Meninas do Rio, na Galeria da Gávea.










Fotos: Ana Stewart


21 de junho de 2009

Perfeito enquanto durar

"Saber Viver

Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

Cora Coralina

Para uma estival manhã de domingo

24 de maio de 2009

Uma carta de um amigo distante

Vale a pena ouvir até o fim a carta que o nosso amigo Trema enviou de lá da Alemanha. Muito boa! E digo logo: não estou com saudades!!! Continue por aí! :)

29 de abril de 2009

Evoluindo

De uma amiga distante pelo tempo e espaço


Evolua* Eu vou lua* E vo lu aa*

Ana Maria Shayeb - 2007- Bauru - (Agora em Paris)

15 de abril de 2009

A mais objetiva descrição do malandro paulistano

Alguém disse, certa vez:"se queres ser universal, fala de tua aldeia". O artista tem que conhecer o universo de seus personagens, tratá-los familiarmente, com conhecimento de causa. João Antônio parece ter seguido a risca este conselho, foi um autor que mergulhou "de cabeça" no universo que tão bem retratava em seus contos. Tinha um olhar sem distanciamento, que não se condoía de seus personagens, falando do "Zé Povinho" sem comiseração ou julgamentos de valor. Seu estilo, em que usava e abusava das gírias e da linguagem coloquial, era extremamente rico e obedecia a todos os preceitos de uma boa literatura, encarando a criação literária por um prisma análogo ao dos mestres modernistas, procurando aproximar o idioma escrito do falado.

João Antônio teve um começo de vida que dificilmente prenunciaria sua trajetória como homem de letras. Criado em uma favela na Vila Anastácio, às margens do Rio Tietê nas imediações mais pobres da Lapa de Baixo, onde não havia escolas ou cinemas, mas bordéis e botequins, o escritor descreveria mais tarde a região como um lugar que parecia reunir todas as nações que não deram certo em parte alguma. Ali havia imigrantes espanhóis, japoneses, russos e poloneses. "O mundo de Gorki estava ali na minha frente", costumava afirmar.

O jogo de sinuca, que apareceria em diversas histórias suas, ele conheceu na zona do meretrício, que freqüentava desde os 16 anos. O ambiente, ao mesmo tempo miserável e livre, não sufocou sua vocação natural e irresistível de escritor. "Cedo eu entendi que a única coisa que me dava prazer intelectual era escrever", comentou em uma entrevista. Aos 23, já trabalhando como repórter, tomou coragem e rascunhou seu primeiro conto, Malagueta, Perus e Bacanaço. Os originais se foram num incêndio que destruiu sua casa, em 1960. Persistente, reescreveu linha por linha, de memória, e, em 1963 conseguiu a publicação.

Na obra, ele traça, sem clichês ou falsa moral, o retrato de três malandros da sinuca, tipos que conhecia de sobra. Ao fundo, e permeando toda a ação, o bairro da Lapa. A Lapa de Baixo. Em diversos momentos, ele se detém numa descrição que entrelaça personagens, situações e a descrição da região:

"Para os lados do mercado e à beira dos trilhos do trem - porteira fechada, profusão de barulhos, confusão, gente. Bondes rangiam nos trilhos, catando ou depositando gente empurrada e empurrando-se no ponto inicial. Fechado o sinal da porteira, continua fechado. É pressa, as buzinas comem o ar com precipitação, exigem passagem. Pressa, que gente deixou os trabalhos, homens de gravata ou homens das fábricas. Bicicleta, motoneta, caminhão, apertando-se na rua. Para a cidade ou para as vilas, gente que vem ou que vai."

Quem curte uma boa leitura, calcada na realidade, aconselho o livro Leão-de-chácara, com o qual ganhou o prêmio de ficção da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Vale dizer que foi João Antônio quem cunhou a expressao imprensa nanica"pra se referir aos pequenos jornais que lutavam bravamente contra o governo ditatorial.

20 de janeiro de 2009

Veronika decide morrer

Ok, não sou nada fã do mago-bruxo-escritor-celebridade Paulo Coelho, mas o trailer divulgado em dezembro (que somente descobri hoje) do filme Veronika, com Sarah Michelle Gellar no papel principal - a Buffy ou a loirinha de Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado - me pareceu bastante interessante, uma adaptaçào no mínimo digna de atenção.

Mas vamos ao que interessa. Segue o trailer do filme com aquela que um dia já fez parte de meus mais incontáveis sonhos, Sarah Michelle Gellar.



Ah, se não me engano, vem por ae O Alquimista e Onze Minutos - Este último eu estou particularmente louco pra ver, imagina como vai ser o filme se for fiel ao enredo do livro?Pra quem não entendeu, segue o meu conselho, dá um Google e pesquisa ae! rs rs


6 de agosto de 2008

Todo mundo se apaixona pelo Brasil

Há alguns meses troquei emails com Larry Rotter, correspondente do jornal New York Times no Brasil, o mesmo que falou dos hábitos etílicos do nosso querido e estimado presidente Lula. Nosso papo começou graças a uma reportagem que ele fez no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

Desde então, parece que os jornalistas da Times Square me perseguem :-). Por uma certa coincidência do destino que rende um bom post depois, acabei conhecendo
há algumas semanas o figura do caderno de viagens do NYT, o jornalista SethKugel, e me surpreeendi muito tanto pela sua simpatia, jovialidade e claro, paixão e conhecimento da nossa cultura.
Freqüentemente em terras brasileiras, Seth decidiu que aprenderia a falar português e percebeu que no Rio de Janeiro ou em São Paulo isso seria bem difícil, já que todo mundo sempre respondia tudo em Inglês.

O maluco se enfiou em um barco no meio do Pantanal com um grupo de evangélicos - vc não leu errado - e talvez esta estratégia tenha sido a melhor mesmo, afinal, no meio do rio não tem como fugir, obrigatoriamente teria que tentar se comunicar em português.
Fui em busca de algum artigo dele sobre a cidade de São Paulo e a princípio não gostei muito do primeiro parágrafo do texto de "36 horas em São Paulo" , mas depois que peguei a essência da matéria percebi a ironia que ele utilizou para elogiar mais do que nunca a nossa Nova York Tropical, Sampa.

Estes dias descobri que ele deu uma entrevista ao Jô para lançar o livro Nueva York: The Complete Guide to Latino Life in the Five Boroughs. Falando um português tipicamente carregado mas gostoso de ouvir, fez o seguinte comentário a respeito de algumas nacionalidades que tentam falar em inglês: "O sotaque do brasileiro falando em português é muito bonitinho, o chinês falando argh o francês é um pouco ridículo mas o brasileiro é muito bonitinho, dá vontade de abraçar!"

Seth Kugel no programa do Jô



3 de julho de 2008

Começa a festa literária de Paraty - FLIP

A já tradicional FLIP, Festa Literária Internacional de Paraty, já reuniu na cidade litorânea fluminense mais de 8 mil estudantes e alguns dos nomes nacionais e internacionais da área cultural.
Anualmente, a festa literária tem como foco promover discussões e palestras sobre os temas contemporâneos e literários com os próprios escritores, músicos, cartunistas e acadêmicos do mundo inteiro. Na 6.ª edição da FLIP, a organização homenageará aquele que é considerado pela crítica internacional o maior escritor brasileiro, Machado de Assis. Até o excêntrico crítico americano Harold Bloom se rendeu ao talento do escritor brasileiro.
No dia 02 de julho, o show de abertura do evento será do cantor Luiz Melodia logo após a palestra "A Poesia Envenenada de Dom Casmurro", com uma das figuras que melhor compreendem o universo machadiano, Robert Schwarz. Teve um ano em que Erik Hobsbawn viria a Parati. Fiz de tudo para ir até lá assistir a palestra dele, afinal, quando mais você poderá ver ao vivo e a cores o maior historiador vivo? O cara que vc leu toda a coleção e sabe a ordem de cor e salteado? Pois é, alguns dias sua assessoria avisou que Hobsbawn não viria porque estava muito doente. Tudo bem, quando eu estava no Fóru Social Mudial, em 2005, ocorreu a mesma coisa: Erik Hobsbawn não poderia vir pq estava doente. OK! Fui eu entaum entrevistar Eduardo Galeano! rs rs

20 de abril de 2008

Já é uma questão de serviço público!!!

Falar português errado é até perdoável em alguns casos, afinal, são tantas as regras e milhares de outras exceções que um errinho todos acabam cometendo. Mas ouvir "eu tinha entregue" não dá mais, e decidi dar umas aulinhas de português para ver se ajuda um pouco na hora da escolha do PAGO, PAGADO, GANHO, GANHADO e tantos outros particípios.
A regra é clara:

Ele tinha ENTREGUE ou ENTREGADO o convite da festa?
O certo é “TINHA ENTREGADO”.

Quando o verbo apresenta dois particípios:
a) Com o verbo TER (ou HAVER), devemos usar a forma regular (com terminação “-ado” ou “-ido”).
b) Com o verbo SER (ou ESTAR), devemos usar a forma irregular. “Ele TINHA ENTREGADO o convite da festa.”

“Os convites da festa FORAM ENTREGUES por ele.”
Os verbos GANHAR (ganho e ganhado); GASTAR (gasto e gastado); PAGAR (pago e pagado) e PEGAR (pego e pegado) entram na mesma regra
“Ele tinha ganhado, gastado, pagado e pegado”;
“Isso foi ganho, gasto, pago e pego”.

Os verbos TRAZER, CHEGAR e EMPREGAR têm apenas um particípio: TRAZIDO, CHEGADO e EMPREGADO. Então, nada de "eu tinha trago, chego e empregue".

Assim, NÃO PODE!!!!
“Aquilo foi trago por ela”;
“Ela tinha chego atrasada”;
“O dinheiro foi muito bem empregue na construção deste campo”.

Só podemos usar:

“Isso foi TRAZIDO por mim”;
“Ele tinha CHEGADO atrasado”:
“O dinheiro foi muito bem EMPREGADO na construção deste campo”.

Ninguém vai sair falando como o Saramago, mas é bom deixar as Lulices de lado.

Crédito: Blog do Sérgio Nogueira

15 de março de 2008

Livro da Semana - Budapeste

Terceiro lugar na categoria Romance no Prêmio Jabuti de 2004, em Budapeste, Chico narra a história de José Costa, um ghost-writer - alguém que escreve para que outros assinem - que é pego por uma armadilha do destino. Ao viajar para um congresso de Ghost-Writers em Istambul, Costa faz uma escala forçada na Hungria. Após o evento, ele resolveu voltar à capital húngara para aprender o idioma e tornou-se amante de sua professora.

Um autor anônimo, um brilhante autor anônimo. Chico Buarque já disse que sua ficção é conseqüência de sua música. A cadência do texto pode facilmente ser comparada à rítmica musical. A “melodia” sai dela, embora não a temática. Mas há um Chico compositor, um Chico escritor. E José Costa, do Rio, é o mesmo Zsoze Kósta, de Budapeste, dois homens que são um só e cuja realização artística se dá sob os nomes de quem assina seus textos.

Acabei de ler o livro e o que mais me entusiasmou durante a leitura foi a descrição detalhada da cidade envolvida com um desenrolar lento, mas sem tirar a tensão do texto. Vale a pena ler se tiver uma semaninha tranqüila.

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