19 de março de 2012

Egosaurus Rex - Pelé ou Maradona?

A eterna rivalidade entre Pelé e Maradona pelo posto

do melhor jogador do mundo de todos os tempos.

infográficos são mais que apenas imagens complementares




Pouco mais de dez meses após a morte de Osama Bin Laden, encontrei um site comparando infográficos feitos por veículos impressos e on-line de diversas partes do mundo.

De forma geral, as artes são criadas para deixar as informações mais visíveis, complementando com imagens o que o texto muitas vezes não consegue fazer com poucas palavras. Não basta apenas fazer esboço da realidade, porque embora para o leitor comum até ajude a “clarear” os fatos, a rigor, não traz a informação de forma correta.

Um bom gráfico tem que aliar alguns fatores essenciais, entre eles, mostrar apenas o que pode ter sido apurado. No caso da morte do Bin Laden, apesar dos relatos, não adianta colocá-lo segurando uma mulher fazendo uma barreira contra os agentes dos EUA e uma cama atrás se nenhuma das testemunhas mencionou cama.

Apesar de saber que eles estavam no quarto, não foi apurado por ninguém se havia cama ou não dentro do cômodo. O detalhe parece bobo, mas a informação fica incorreta se o infografista incluir o móvel (ou outros objetos) sem que realmente estes façam parte do cenário.

Em muitos casos, quando possível, os próprios infografistas vão ao local dos fatos para poder criar uma arte mais próxima possível da realidade. Para entender mais sobre o assunto, basta dar uma olhada neste link do Visual Journalism, uma aula de infografia baseada em artes publicadas.

Obs: detalhe para os comentários realizados pelo autor do texto para os infográficos feitos por UOL, O Dia e Folha de S. Paulo.

18 de março de 2012

Metrô de Moscou - estações que parecem museus

Parece museu, mas é a estação Mayakovskaya
obs: detalhe para o nome da estação



Como bom aficionado, eis mais um post sobre metrôs. No caso, o metrô de Moscou. Já que não é possível considerá-lo um dos mais eficientes, pois como a maioria dos sistemas de transporte em massa das grandes metrópoles ele também sofre com linhas superlotadas e tarifas elevadas, pelo menos ele lidera (e de longe) a lista das estações mais belas.

Suas linhas são arquitetonicamente majestosas, a ponto de muitas delas já terem ganhado diversos prêmios de arquitetura. Além de serem um colírio para os olhos, elas também contam muito sobre a história recente da Rússia (outrora União Soviética) e também sobre seus autores mais aplaudidos, como Fiodor Dostoievski e Vladimir Maiakóvski.

17 de março de 2012

“Brasil é um conto de fadas para europeus e americanos”

Engraçado como em pouco mais de quinze anos a imagem das nações se invertem. Antes, era o México que podia se vangloriar, já que estava muito bem aos olhos do mundo enquanto a economia brasileira derrapava, possuia índices nada elogiosos de violência e (ainda) corrupção.

Interessante o artigo do El Pais, mostrando a atual rivalidade México – Brasil e mais, que aos olhos dos “americanos e europeus, o Brasil é um conto de fadas”.

Resta saber até quando seremos o “país do futuro”....

16 de março de 2012

Ainda somos muitos conservadores

Foto: Sérgio Vieira



Apesar de já ter passado temporadas esporádicas no exterior, ainda fico admirado como nós brasileiros nos achamos super liberais diante de uma série de assuntos que mexem com a sociedade – sejam eles de apelo religiosos ou não – mas principalmente aqueles ligados ao corpo e sua exposição, o que mostra como ainda somos bastante conservadores com essas questões.

Morar no Rio de Janeiro garante, em várias oportunidades, gastar o inglês, espanhol e francês com mais frequência que na minha querida São Paulo fora de situações estritamente profissionais. Nas últimas semanas, conversas com franceses, espanhóis, italianos, canadenses, americanos, israelenses e até os aqui conhecidos como gélidos britânicos, me evidenciaram como a apresentação (e exibição) do corpo é tão mais natural a eles do que a nós tupiniquins.

Exemplo disso foi uma colega europeia - que não vou dizer a nacionalidade para que os amigos que leem o blog não a identifique assim tão facilmente - que ficou surpresa ao ouvir que não poderia fazer topless em Ipanema, durante um dia de semana - ou seja, não estava lotada - num calor de quase 33º . Afinal, não são todas as mulheres do mundo que adoram a marquinha do biquini.

- Não é de Ipanema que sai a maioria do que será tendência na moda carioca?
- Sim.
- E não posso fazer topless? É tão comum e natural na Europa.
- Desculpa, não pode. Não é costume, nem hábito nas praias cariocas.

Ela concordou (não podia fazer mesmo outra coisa) e a conversa seguiu rumos filosóficos passando por exposição do corpo no Carnaval e o quão difere a imagem externa da democracia ultraliberal brasileira e a realidade.

Lembrei-me dessa conversa, após ler o texto do colega Ivan Martins, da Época. (In)felizmente, o diálogo que tive com essa amiga europeia valida cada parágrafo do texto do Ivan.

9 de março de 2012

Tarsila do Amaral in Rio

Depois de 43 anos de ausência, a obra de Tarsila do Amaral desembarca no Rio de Janeiro para uma grande exposição que será inaugurada nesta segunda-feira n Centro Cultural do Banco do Brasil. “Tarsila do Amaral - Percurso Afetivo” foi idealizada a partir do diário escrito pela artista durante uma viagem à Europa com Oswald de Andrade, com quem ela foi casada. Por isso, embora reúna 85 trabalhos de todas as fases da pintora, a exposição não se prende à cronologia.


5 de novembro de 2011

"Fiz a maior burrice", diz Luciano sobre briga com Zezé

Dada a hora, não vou me alongar muito sobre a volta aos palcos da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano - apesar de que pelo que se observou, eles nunca dele saíram..... Mas prometo detalhar-me sobre o assunto outra hora.

3 de novembro de 2011

Impressões de Malkovich sob o som de música clássica

Com ingressos esgotados, pouco mais de 2.200 pessoas - entre eles muitos atores e outros artistas brasileiros - estiveram na estreia da turnê brasileira de “The Infernal Comedy – Confissoes de um Serial Killer”, protagonizada pelo ator norte-americano John Malkovich, 57 anos, no Theatro Municipal.

Conhecido no Brasil pelo filme Quero Ser John Malkovich, sua performance na pele do assassino austríaco Jack Unterweger no tradicional palco carioca se mostrou tão excêntrica quanto seus papéis anteriores. O que não é exatamente novidade, já que Malkovich é conhecido por suas esquisitices.

Alternada por árias de Mozart, Vivaldi, Weber, Beethoven e Haydn, abrem-se as cortinas de The Infernal Comedy e o público se vê diante de uma orquestra barroca, sob a batuta do maestro Martin Haselbock para executar L’enfer (O Inferno), trecho de “Don Juan”, de Gluck.



Na tela em que o público acompanhou o ácido monólogo de John ora se lia o texto adiantado ora atrasado. Para aqueles que falam inglês, o ideal era esquecer qualquer forma extra de compreensão e seguir para as falas no idioma anglo-saxão. Afinal, Malkovich praticamente recitava o texto em inglês bastante compreensível até para aqueles que pararam o curso no nível médio.

Além disso, pareceu em diversos momentos que trocaram o técnico de iluminação minutos antes do espetáculo, pois a impressão é que ele estava perdido diante dos movimentos do protagonista. Pior: às vezes era possível ouvi-lo falando em seu rádio. Falhas de produção facilmente consertáveis para os próximos espetáculos em Salvador e em São Paulo.

Tirando estas questões, a grande surpresa ficou por conta das sopranos Marie Arnet e Kirsten Blaise – no Brasil, Blaise dividirá as apresentações com Sophie Klussman. Estas sim trouxeram energia e arrancaram aplausos da plateia (muito embora Malkovich tenha arrancado risos em muitas situações, caçoando de Los Angeles e do sotaque do ex-governador (austríaco) da Califórnia Arnold Schwarzenegger além dos cômicos improvisos em português ao falar João, bunda e o clássico obrigado.

De forma resumida, a originalidade com que o enredo da peça foi conduzido envolveu a plateia do Rio de Janeiro, mas a produção do espetáculo deixou a desejar em alguns momentos. Quem sabe isso não melhore em 2012, quando John Malcovich voltar ao Brasil no papel de Giacomo Casanova em "The Giacomo Variations", papel este que já está ensaiando.

Nota mental: se o Theatro Municipal passou por uma recente reforma, porque manter um telão tão antiquado e que dificulta a leitura? Não tinha um modelo mais moderno? Cri cri cri cri....

2 de novembro de 2011

Keep Walking, Brazil

"No início dos tempos, na parte sul das Américas, habitava um gigante. Um dos poucos que andavam sobre a Terra. Gigante pela própria natureza, e sendo natureza ele próprio, era feito de rochas, terra e matas, que moldavam sua figura. Pássaros e bichos pousavam e viviam em seu corpo e rios corriam em suas veias. Era como um imenso pedaço de paisagem que andava e tinha vontade própria”.

Assim começa o texto criado pela Johnny Walker para a campanha Keep Walking Brazil, feita no Brasil pela primeira vez na história da marca. Criada pela Neogama/BBH, o filme enaltece o momento pelo qual passa a economia do país.

O parágrafo acima entre aspas é a primeira parte do texto intitulado Gigante Pela Própria Natureza, uma clara alusão ao hino brasileiro (hino este já eleito em enquetes internacionais o segundo mais bonito do mundo, perdendo apenas para a clássica A Marselhesa, hino francês).

Este é um sinal claro da importância que o Brasil ganhou no mundo a ponto das marcas, que antes produziam campanhas internacionais e as reproduziam no país sem qualquer traço regional, hoje deslocarem imensas quantias para desenvolverem propagandas exclusivas para o público brasileiro.

Não é à toa. O país conta com invejável perspectiva de crescimento por pelo menos 30 anos se baseada apenas na mão de obra disponível graças à sua população jovem. O Brasil deixou, já há muito tempo, a crise de outubro de 2008, vide o mercado imobiliário, que se encontra no patamar verificado no 3º trimestre de 2008.

O mercado brasileiro está tão cobiçado que a revista The Economist realizou em São Paulo seminário para discutir o crescimento do país. Enquanto os países desenvolvidos - Europa, Japão e Estados Unidos - mostram claros sinais de que não sabem como resolver a crise que assola suas economias, o Brasil precisa desacelerar seu crescimento e evitar que volte o velho fantasma da inflação. Todos os países do Norte adorariam estar no lugar do Brasil.


Abaixo, a continuação do texto Gigante Pela Própria Natureza.

‘“Caminhava com passadas vastas como vales e tinha a estatura de montanhas sobrepostas. Ao norte, em seu caminho, encontrava sol quente e brilhante nas quatro estações do ano. Ao sul, planaltos infindáveis. A oeste, planícies e terras cheias de diversidade. E a leste, quilômetros e quilômetros de praias onde o mar tocava a terra gentilmente, desde sempre. Havia também uma floresta como nenhuma outra no planeta. Tão grande, verde e viva que funcionava como o pulmão de todo o continente à sua volta.

Mesmo diante de tudo isso, um dia, enquanto caminhava, o gigante se inquietou. Parou então à beira-mar e ali, entre as águas quentes do Atlântico e uma porção de terra que subia em morros, deitou-se. E, deitado nesse berço esplêndido, olhou para o céu azul acima se perguntando: “O que me faz gigante?“.

Em seguida, imaginando respostas, caiu em sono profundo.Por eras, que para os gigantes são horas, ele dormiu. Seu corpo gigantesco estirado, o joelho dobrado formando um grande monte, uma rocha imensa denunciando seu torso titânico e a cabeça indizível, coberta de árvores e limo.

Dormiu até se tornar lenda no mundo. Uma lenda que dizia que o futuro pertencia ao gigante, mas que ele nunca acordaria e que o futuro seria para ele sempre isso: futuro.

No entanto, com o passar do tempo ficou claro que nem mesmo as lendas devem dizer “nunca”. Depois de muito sonhar com a pergunta sobre si, o gigante finalmente despertou com a resposta.

Acordou, ergueu-se sobre a terra da qual era parte e ficou de frente para o horizonte. Tirou então um dos pés do chão e, adentrando o mar, deu um primeiro passo. Um passo decidido em direção ao mundo lá fora para encontrar seu destino. Agora sabendo que o que o faz um gigante não é seu tamanho, mas o tamanho dos passos que dá”’.

Assista ao vídeo:


31 de outubro de 2011

Pop à moda portuguesa



Formada por Sónia Tavares (vocais), Nuno Gonçalves (teclados), John Gonçalves (teclados e baixo) e Miguel Ribeiro (guitarra e baixo), a banda portuguesa The Gift faz um som marcadamente pop, e chama a atenção por conter traços facilmente identificáveis da sonoridade lusitana.

O grupo se apresentou recentemente ao público do palco Sunset do Rock in Rio e nos Estados Unidos. Depois dos palcos do festival carioca, a banda se apresentou no Teatro Odisseia, local da Lapa famoso não só pela frequência, digamos mais "hipponga", mas que reserva uma surpresa semanal.

Embora portugueses, não é na última flor do Lácio que o público da banda se diverte. O grupo canta em inglês, mas não porque queria atingir um público maior - fato este inegável - mas principalmente por conta das suas influências musicais.

A banda já vendeu mais de 100 mil cópias dos álbuns Fácil de Entender (2006) em vários países. Em 2006, fizeram seus primeiros shows no Brasil tocando no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e no Festival Porto Musical, em Recife.

Recentemente, a banda assinou contrato com a americana Billions, agência de música alternativa/ independente que conta com nomes como Nick Cave, Vampire Weekend, Arcade Fire, Beirut, estes últimos, fuguras conhecidas no Brasil.

Seu novo trabalho Explode foi produzido por Ken Nelson, produtor dos três primeiros álbuns do Coldplay. Este trabalho contou com a conhecida estratégia Radiohead: foi disponibilizado no site da banda, ao preço que o consumidor desejasse pagar por uma semana.

Assista ao vídeo the Race is Long:




21 de outubro de 2011

Sessões na faixa na Mostra Internacional de Cinema de SP

Embora esteja acabando, dá tempo de encontrar algumas sessões gratuitas na 35ª Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo. De 21 de outubro a 3 de novembro, é possível encontrar sessões gratuitas para estudantes secundaristas, na 12ª. Edição do Festival da Juventude, e para o público em geral, na FAAP e no vão do MASP.

O Festival da Juventude ainda conta com sessões no Cine Livraria Cultura, no MIS e no Cine Sabesp. A indicação etária é a partir de 14 anos e todos podem conferir filmes como O Palhaço, de Selton Mello; O Vira Casaca (Flying Pigs), de Anna Kazejak; O Som do Amor (Ami Aadu), de Somnath Gupta e Malditos Cartunistas , de Daniel Paiva e Daniel Garcia.

No vão do MASP, os pedestres se juntam aos cinéfilos em sessões ao ar livre. Já foram exibidos Lope, de Andrucha Waddington; Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos ( You Will Meet a Tall Dark Stranger), de Woody Allen; Singularidades de Uma Rapariga Loira, de Manuel de Oliveira e Deixa Ela Entrar, de Thomas Anderson , entre outros.

Já na FAAP, os alunos da Fundação se juntam ao público da Mostra em sessões de filmes como Mike, de Lars Blumers; Rio Violento (Wild River), de Elia Kazan; Era Uma Vez... Laranja Mecânica (Ila Était Une Foi... Orange Mécanique), de Antoine de Gaudemar; e Uma Carta Para Elia (A Letter to Eua), de Martin Scorsese. A entrada nas sessões da FAAP está sujeita à disponibilidade de lugares da sala.

Veja a programação completa das sessões gratuitas no site www.mostra.org.

18 de junho de 2011

Projetos que mudam uma cidade

A cidade de Nova York inaugurou a segunda seção de uma das grandes novidades do seu verão, a High Line. Perdoem-me a comparação, mas ela seria uma espécie de Minhocão (em São Paulo) ou um Elevado da Perimetral (no Rio de Janeiro) e corta mais de 20 blocos a partir do Meatpacking District.

O Prefeito da Cidade de Nova York, Michael R. Bloomberg, criou o primeiro parque suspenso dos EUA. E virou uma febre entre os moradores da cidade e os turistas. Construído sobre uma ferrovia tombada que data da década de 30, a High Line foi aberta, oficialmente, em 2009.

Após anos de planejamento, a segunda fase do projeto conectará mais dois bairros: West Chelsea e Midtown West.

Segundo Bloomberg, desde que o projeto da High Line foi inaugurado, os bairros no entorno desembolsaram mais de US$2 bilhões em melhorias, com a construção de mais de 1.000 novos quartos de hotel, galerias de arte, lojas, restaurantes e um florescimento urbano e imobiliário sem precedentes.




A segunda fase dobra o tamanho do parque que há dois anos tirou Meatpacking District do ostracismo. Após uma batalha para que a antiga linha férrea não fosse demolida, a Associação Amigos da High Line conseguiu seu tombamento oficial. E com a ajuda do Prefeito Bloomberg, também levantou recursos para a restauração de toda a área, convertida em parque suspenso.

Os resultados foram muito surpreendentes, pois criaram uma área verde inusitada em meio a um perímetro quase que totalmente industrial, levando designers e marcas famosas a ocuparem galpões antes desvalorizados. Ou seja, revitalizou bairros decadentes da cidade, mais ou menos o que ocorre em Sao Paulo, o Minhocão corta bairros que outrora já foram considerados pujantes e que hoje exprimem a decadência e os maus tratos à cidade.

Graças à Hogh Line, hoje em dia é possível conferir a transformação meteórica da região, convertida em uma das zonas mais descoladas de Nova York. Além de sua intensa vida noturna, é possível se hospedar em um dos novos hotéis com vista para o verde suspenso e caminhar 2.500 metros em meio a natureza, cortando 19 quadras e três bairros diferentes sem nenhum carro à vista.

A Seção 2 tem entrada entres as avenidas 10 e 11, oferecendo uma experiência urbana única ao turista com prédios e casas históricas emolduradas pelos famosos Chrysler Building, Empire State Building e o New Yorker Hotel.

A paisagem preza por estruturas dos trilhos preservadas como na concepção original da ferrovia. Os paisagistas também optaram por manter a vegetação natural que crescia nos trilhos abandonados, criando um efeito ligeiramente "selvagem".

Os guard rails, verdadeiros tesouros da art deco foram restauados e harmonizam com as pistas de cooper e área de descanso criadas para integrar famílias, locais e turistas em torno do Hudson Rail Yards, entre a West 30th e West 34th St.

Durante todo o verão, praças públicas oferecerão experiências gastronômicas, contarão com instalações artísticas, apresentações musicais e culturais.

Seria este um bom destino para o Minhocão?

16 de junho de 2011

Como cobrir desastres?

Quem já esteve em uma área que passou por uma tragédia, em algum momento,
se perguntou se estava realizando a melhor cobertura.

Seja um tsunami, uma enchente sem precedentes no meio urbano ou um terremoto, há formas corretas para jornalistas e outros profissionais lideram com cada situação.

Neste arquivo em PDF, elaborado pela ONU (organização das Nações Unidas), há uma série de orientações e dicas para que jornalistas consigam lidar da melhor forma
com algumas situações que poderão enfrentar durante a cobertura.

Este ano, o Brasil passou por um desastre na Região Serrana, chuvas no nordeste, em Sao Paulo, enchentes em abril no Rio de Janeiro, uma ventania no Sudeste e
o isolamento de Roraima também por conta das chuvas.

Está vendo? Vale a pena dar uma olhada no manual.

15 de junho de 2011

O texto jornalístico e o juridiquês

Simples, conciso, direto, sem palavras difíceis ou eruditas. Um meio-termo entre a linguagem escrita e a oral. Esse deveria ser a essência de um bom texto jornalístico noticioso. Originário do final do século XIX nos Estados Unidos e dominando até hoje o padrão textual da imprensa do Ocidente, o texto jornalístico noticioso clássico começa a dar espaço a outras formas de experimentações.

Dicionário de termos jurídicos

Não é raro ver em veículos da imprensa brasileira ocasiões em que editores em momentos felizes deixam seus repórteres utilizarem textos mais trabalhados estilisticamente para falar (e contar) sobre fatos corriqueiros.

Vide um obituário que li certa vez no Estadão sobre a morte de um colega de redação, ou mesmo quando em um simples texto sobre o Dia dos Namorados a famigerada pirâmide invertida deu espaço a um texto original e gostoso de ler.

Mas convenhamos, nem sempre é possível ser tão conciso assim. O exemplo mais clássico é quando jornalistas têm que redigir, de forma compreensível, as sentenças ou decisões corriqueiras do Ministério Público. O juridiquês se torna um pesadelo.

A linguagem usada nos tribunais brasileiros, sinceramente, não é de fácil entendimento para a maioria dos cidadãos – muitas vezes, nem para os jornalistas. Embora seja a forma mais erudita, esta não pode se tornar uma ferramenta para que poucos tenham o real conhecimento do que se pretende declarar, ou seja, o excesso de formalidade não deve servir para que a população não compreenda uma sentença, ou pior, seja responsável pela exclusão de um direito, o acesso ao conhecimento sobre as leis e direitos.

Ter apreço pela palavra certa dentro de uma frase ou período é um dom visto cada vez menos no universo jornalístico. E deveria ser uma obrigação. Quantos jornalistas você conhece que ainda recorre a um dicionário?

Eu, rapidamente, me lembro de apenas três.

14 de junho de 2011

A Voz de uma Lésbica Síria

Uma voz se levanta da internet e o mundo começa a saber o que acontece por dentro da sociedade síria. O país que se tornou alvo da revolta da opinião pública mundial há dois meses, quando um blog corajoso de uma lésbica começou a contar o que ela sofria devido as perseguiçoes do governo.

Amina Abdullah é a blogueira de 34 anos que se tornou o símbolo da revolução da Síria. Expressava-se com destreza sobre as situaçoes pelas quais vivia e sem medo das possíveis represálias, comparava o que ocorria em seu país com o que poderia ser se vivesse nos Estados Unidos, país de sua mae.

Ela passou a vida entre Estados Unidos e Síria. Depois de estampar o The Guardian, a vida da blogueira mudou. Neste momento, você já deve ter percebido que alguma coisa errada deve ter acontecido.

O ápice da história acontece quando seus posts, escritos em ótimo inglês sobre sua homossexualidade e a política síria, cessaram por algum tempo e retornaram com sua família informando que ela havia sido presa pelo governo.

Sim, a farsa foi desmontada quando O blogueirO escocês de 40 anos confessou que era o autor do blog, Nesta entrevista para a Veja ele tenta explicar um pouco o que levou a escreversobre o tema, ja que alega ser heterossexual, mas o mais interessante foi a comoçao que o assunto tomou na mídia.

O cara responsável pela farsa está em, digamos, apuros. Pelo penos um pequeno apuro. Agora ele tem que lidar com a ira de fãs raivosos que estão indignados por terem sido enganados; tem que lidar com a imprensa que o aponta como um mentiroso que poderia ter dito que o que estava sendo feito era uma “obra ficcional baseada em fatos reais” e ainda convive com dezenas de e-mails e telefonemas querendo que ele, continue, por se explicar e responder quais motivos levaram-no a se colocar na pele de uma lésbica siria.

Para a silenciosa parte da sociedade síria, seu blog representava um ato de liberdade. Somente por meio da web aquele grupo poderia libertar-se utilizando as experiências de uma parceira lésbica, que havia se voltando contra o stablishment de sua sociedade e se tornado uma ferina adversária política de um governo, ficando em poucas palavras, autoritário.

O fato de Amina, não ser mais a Amina que todos acreditavam diminui a importância que o blog tinha? O fato da fake Amina ter trazido esperança, diálogo e levado à mídia o que acontece no âmago de uma sociedade fechada já não tem o seu valor? Se ele tivesse dito que era uma obra de ficcão baseada em fatos reais teria recebido o mesmo tratamento e respeito?

Tudo isso, desde os posts ao desenrolar dos fatos, valem pela boa reflexão.

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